terça-feira, 7 de outubro de 2008

TUDO SOBRE ÓLEO DO MOTOR – PERÍODO DE TROCA


Na década de 70 e 80 os manuais de uso e manutenção dos veículos alertava para a primeira troca de óleo, com 1.000 Km e as demais a cada 3000 a 5.000 Km. Com o passar do tempo, o desenvolvimento dos motores exigiu lubrificantes mais avançados. Vimos o período de troca se expandir até 20.000 Km no final da década de 90. Então, porque hoje em dia devemos nos preocupar tanto com o período de troca de óleo?

Explico. O problema não está na qualidade do óleo, mais sim nas condições ao qual está exposto. Temperaturas elevadas, qualidade do combustível e trânsito intenso são fatores que aceleram a degradação do óleo.

O óleo lubrificante tem a função básica de reduzir o atrito entre os componentes internos do motor, formando uma fina película que adere às superfícies das peças, reduzindo o desgaste. O filme lubrificante possui características detergentes e anti-espumantes que com o passar do tempo perdem seus efeitos exigindo a troca do óleo.

As montadoras estimam hoje um período de troca que varia entre 10.000 a 15.000 Km, em média. Mas, como a função principal desse Blog é esclarecer temas sobre a manutenção do seu carro recomendamos reduzir pela metade o período de troca do óleo do motor, substituindo sempre o filtro.

É que longos períodos em marcha lenta no trânsito urbano acelera a degradação o óleo, pois nessas condições o excesso de combustível injetado no motor se acumula no lubrificante. Somado a isso, está o aumento da temperatura provocado pela deficiência de ventilação.

É importante lembrar que a troca de óleo depende não apenas da condição de uso do veículo, mas também do tipo de motor. È isso que veremos nos próximos Posts.

Até o próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço

  • Se utiliza o carro na cidade substitua o óleo a cada 5.000Km ou 6 meses.
  • Utilizar o carro em estradas estende o período de troca de óleo.
  • Sempre trocar o filtro de óleo junto com o lubrificante.

3 comentários:

Anônimo disse...

Otima e oportuna materia sobre um assunto polemico atualmente no mundo dos motores a combustão interna ! Como eng.mecanico automotivo não concordo com as afirmações dos fabricantes de automoveis atuais dizendo de oleos de motor que aguentam esperar 10000 a 20000 kms para a troca ! Isso é apenas um truque de marketing das fabricas para mostrarem que seus motores estão quase que totalmente isentos de preocupações com manutenções frequentes. Pois eu afirmo com autoridade que o uso geral que se faz atualmente com os automoveis, ou seja no transito das nossas cidades, é a pior condição possivel de uso do motor e consequentemente o oleo é submetido a uma condição super severa de trabalho ou seja:temperaturas baixas demais nos curtos trajetos de 6 kms ou menos ou elevadas demais quando se fica horas nos congestionamentos com o motor quase em marcha lenta e sem nenhuma refrigeração natural. Então a vida util de todas as propriedades protetoras dos lubrificantes se reduz drasticamente e a partir dai, se o oleo e o respectivo filtro não forem trocados em um prazo de 3000 kms ou 3 meses o que primeiro ocorrer, os motores que terão sua durabilidade comprometida seriamente e apresentarão fumaça azulada, resultante de queima excessiva de oleo nos sistemas de descarga e esse processo é irreversivel, ou seja , depois de iniciado não tem mais volta, só um novo motor e começa-se tudo de novo !

parrella disse...

muito bom o comentario de um especialista.Sempre soube que o periodo de troca de oleo era de 10.000 a 20.000 kms, mas ao mudar de mecânico, ele me pediu que trocasse o oleo de 6 em 6 meses(moro em cidade do interior e quase não viajo),e eu apesar de seguir a orientação, achei exagerado o periodo curto. Mas apos a sua exxxplicação entendo o porque. Obrigada.

Anônimo disse...

Precisamos de ciência para saber mais sobre a ação térmica de degradação dos óleos lubrificantes. Conhecer profundamente sua composição e aditivos como antidesgaste, antioxidante e detergente/dispersante, reserva alcalina, inibidores de ferrugem e de espuma e aumentador de índice de viscosidade e suas classificações quanto a API e a SAE.
O óleo lubrificante automotivo aumenta a vida útil do motor, por ser agente de extrema importância na redução de elementos de desgaste e contaminação. Precisa ser avaliadas sua degradação térmica e perda de compostos de baixo peso molecular determinada por ensaios termogravimétricos no estado não degradado (óleo virgem) e degradado (óleo usado) em função da quilometragem de uso.
Precisamos conhecer o momento certo da troca do óleo lubrificante através de métodos que garanta a informação da perda de suas propriedades. Precisa ser conhecida e comparada a estabilidade térmica e a temperatura inicial de degradação dos óleos lubrificante automotivos. E incentivarmos o desenvolvimento de produtos com maior vida útil, o que tende a reduzir o volume de óleos usados descartados.
Além disso, a queima indevida, sem respeitar os limites de emissões exigidos pelos órgãos ambientais, lança na atmosfera óxidos e gases tóxicos. Chega de posições subjetivos, baseadas apenas no tempo, na quilometragem e trafego. E a péssima metáfora com o sangue, até mesmo porque não trocamos o sangue, até podemos completarmos em situações de acidente mas jamais trocá-lo. Forçando uma falsa idéia de manutenção preventiva tanto do óleo como do filtro que deve ser definida pela capacidade de filtrar e não de sujar, também comparada erroneamente com tomar banho sem trocar a roupa.
Quero saber quando trocar o óleo lubrificante como sei quando preciso colocar combustível, a rotação máxima do motor, velocidade, temperatura, substituição dos pneus e bateria e etc...